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MÃEZINHA SÓ TEM UMA (2)

Oi, tudo bem ?

Estou muito feliz em trazer essa postagem para o Dona Vovó!! 


Antes mesmo de começar a colecionar bonecas de forma consciente (isso aconteceu em 2013), eu tinha as minhas da infância e sempre navegava na net a procura de blogs de colecionadores para apreciar as belas de outras pessoas. Um desses blogs foi o Bonecas Antigas Estrela, do Alexandre Signorini. Encontrei e nunca mais deixei de acompanhá-lo. Para mim, são as bonecas antigas da Estrela mais belas e bem conservadas que conheço. E de tanto comentar e interagir com ele no blog, criamos um laço de respeito e coleguismo. 

Como não consigo guardar só para mim o que me encanta e faz bem, convidei o Alexandre para nos mostrar algumas de suas bonecas Mãezinhas e falar um pouco da sua atividade como colecionador de bonecas antigas da Estrela. 

Olha só o que ele tem pra nos contar!! 

1. Como e quando você iniciou sua coleção de bonecas ?

Eu sempre amei bonecas, desde que me lembro. Minhas primas mais velhas tiveram muitas, comecei a coleção em 1997. Antes da internet, era muito difícil achar bonecas naquela época, era no boca a boca, eu perguntava pra todo mundo. Uma colega de classe tinha uma Amiguinha de 1986 desmontada e eu convenci ela a me vender a boneca, foi a primeira da coleção. No ano seguinte, em 1998, a Estrela relançou a Mãezinha, comprei nova na loja, e no mesmo ano uma colega da escola técnica me deu uma Beijoca de 1979 na caixa, mas a lista era grande. A coleção aumentou quando encontrei em 2001 uma loja com diversas bonecas antigas, consegui comprar Candy, Manequinho, Dindin e muitas outras. Depois veio o Mercado Livre e ficou mais fácil. 

2. Qual a boneca da sua coleção que é a mais querida ? 

A boneca que eu mais procurei, mais sonhei e mais sofri para ter foi a Mãezinha ruiva de 1976, super difícil de aparecer, mas eu queria nova na caixa, nunca brincada (sou exigente). Levou 16 anos para achar ela como eu queria, mas consegui e hoje tenho 3, na minha opinião ela é tão perfeita que parece que fui eu que fiz ela. 

3. Você já precisou fazer algo extraordinário ou curioso para conseguir alguma boneca ? 

Muitas coisas, desde trocas malucas, viajar para buscar uma boneca, pagar um valor absurdo, fazer mil contatos, muita coisa durante 20 anos de coleção. 

4. Você compra as bonecas atuais da Estrela ? O que acha delas ? 

Eu não compro bonecas da década de 90 para frente, só gosto da década de 70 e 80, é que quando você conhece as antigas, não consegue ficar satisfeito com as atuais, infelizmente a qualidade caiu muito, mas sempre que vou presentear minhas sobrinhas ou sobrinho, eu faço questão de só comprar os brinquedos atuais da Estrela, eu tenho que prestigiar minha fábrica favorita! 

5. Entre as atribuições de colecionador de bonecas, qual atividade você mais gosta de fazer ? 

Eu só compro boneca que não foi mexida, porque gosto de desmontar tudo, lavar cada peça, montar, cuidar do cabelo, lavar a roupa, trocar elástico, passar, faço absolutamente tudo, é o que mais gosto. Às vezes, o vendedor tenta limpar e acaba danificando mais que ajudando. 

6. Além de sua atividade como colecionador, você também restaura. Qual a parte mais difícil de restaurar em uma boneca ? 

Lavar a boneca, lavar o cabelo e modelar, tudo foi fácil. Tirar fungo dos olhos e evitar que voltassem foi mais difícil, mas desenvolvi um método excelente, como trabalhar o vinil muito duro dos anos 70 e evitar que os olhos ficassem arregalados também foi um desafio, mas hoje não é mais problema. Hoje sei lavar a roupa, tirar todo tipo de mancha sem danificar ou desbotar, aprendi a costurar para poder trocar elástico, fazer consertos e restaurar a roupa inteira quando necessário. Tudo relacionado a boneca eu gosto de fazer  e acho fácil. 

7. Você tem alguma outra coleção ? 

Não tenho outra coleção, a de bonecas já toma todo meu tempo e energia, e para falar a verdade, boneca é o que mais amo, não tem espaço para mais nada. 


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 Quem ama cuida. Veja o amor de Alexandre por suas bonecas!! 

Da esquerda para a direita: 1974, 1975, 2 de 1976, 1977 e 1978

Vamos apreciar algumas restaurações de Alexandre ?









Mãezinhas Anos Variados

A Brinquedos Estrela lançou a boneca Mãezinha em 1971, sob a licença da marca italiana de brinquedos Sebino. A boneca italiana chamava-se Titti e o bebê Cialdino. Já o bebê da nossa Mãezinha chamava-se Nana Nenê e era licenciado pela empresa Furga. Sua fabricação seguiu sem interrupções até 1985. Voltou em 1991 e 1992, teve uma pausa de 6 anos, e em 1998 tivemos a última Mãezinha lançada.

Ao longo desses 27 anos de produção, vê-se algumas diferenças. As de 1971 até 1979, têm os olhos claros desenhados por dentro e lábios grossos; as de 1980 a 1992, os lábios são finos e a de 1998 tem os lábios grossos como as das Mãezinhas da década de 70.

É uma boneca movida à corda que mede 55cm. Ao tocar a canção de ninar, ela abre e fecha os olhos, enquanto gira o tronco de um lado para o outro, embalando o bebê.

A Mãezinha possui cabeça e braços de Vi-vinil, pernas e tronco de plástico inquebrável. Seus olhos são de dormir e seus cabelos são enraizados e penteáveis. Sempre veste belos vestidos, nos pés, meias e sapatinhos. Vinha acondicionada em linda caixa litografada.

O bebê do lançamento era o Nana Nenê, com 15cm, cabelos enraizados e penteáveis e o corpinho de Vi-vinil e plástico inquebrável. Depois, a Estrela o substituiu pelo Nenezinho, muito parecido com o Nana Nenê, mas com os olhos pintados.

E por último, a Mãezinha passou a carregar o Chuquinha, o bebê cheirosinho da Estrela, como são conhecidos.

Seguem imagens de catálogos da Mãezinha e seus bebês. 



















Essas bonecas têm alma, pode acreditar!!


Alexandre, tenho muitas coisas que gostaria de agradecer a você. 
Obrigada por aceitar meu convite e permitir que eu compartilhasse aqui um pouco da sua história como colecionador, por colocar em minhas mãos bonecas tão belas, por sempre ser gentil comigo, por me ceder as fotos do seu acervo e por ter um blog que tanto me encanta. 
Muito grata, meu amigo!!

Contatos de Alexandre Signorini
. Blog AQUI
. Instagram AQUI   


Abraço fraterno e até a próxima postagem.
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MÃEZINHA SÓ TEM UMA

Oi, tudo bem ?


Não sei porque demorei tanto para fazer essa postagem sobre a Mãezinha, já que ela foi uma boneca muito desejada por mim e uma das primeiras (antiga e de outra pessoa) que eu comprei. 

Vou contar a minha história com essa boneca fantástica.

Em 1973, escrevi uma cartinha para Papai Noel. Pedi uma Mãezinha de presente de Natal. Eu tinha cinco anos.

O Natal chegou e imagine a minha tristeza quando abri meu presente e não encontrei a esperada Mãezinha, e sim uma Rita!!! Abri o berreiro!! Lembro perfeitamente do meu choro, sentido e descontrolado, papai extático e mamãe pegando a Valentina e colocando nos braços da Rita para que eu me acalmasse, vendo a boneca balançando a outra. Não funcionou. Fui dormir soluçando e com o coração partido. Mesmo tão nova, não me conformava com a atitude injusta de Papai Noel. Mas como uma boa noite de sono sara muitas tristezas, acordei no outro dia conformada e fui brincar com a minha Rita. E como fiquei apaixonada pela Rita!! Sim, eu realmente lembro de tudo. 

Até hoje essa história me traz uma certa tristeza e minha mãe sabia disso, tanto que eu já adulta, ela me deu uma Amiguinha (porque não encontrou a Mãezinha) e tantas outras bonecas, como se quisesse compensar o sofrimento que vivi.

Mas a Mãezinha eu comprei. E mamãe já havia falecido. Comprei por mim e por ela também. 

Conheça minha Mãezinha e sua filhinha.


Minha Mãezinha se chama Maya, que 
é um nome hebraico e significa "água".

A nenenzinha recebeu o nome de Laís, também
 de origem hebraica e significa "lugar de leões". 

A Mãezinha é uma boneca mecânica com 55cm e o rostinho mais doce que já vi. Seus cabelos são enraizados e penteáveis, sua cabeça é de Vi-Vinil, braços, pernas e corpo de plástico inquebrável, olhos de dormir, cílios implantados e na parte de trás, um mecanismo à corda que a faz girar de um lado para o outro e tocar uma musiquinha para ninar o nenenzinho que ela carrega nos braços. 


Veja como ela nina seu bebê


Detalhe do vestido

Imagem do catálogo

A bebê da minha Mãezinha, ano 1977, toda original, é o Nenezinho. Mede 15cm, tem os olhos pintados, cabelos enraizados e penteáveis. A cabeça, os braços e as pernas são de borracha, mas o corpinho de plástico inquebrável. Articulado.


Roupinha original

 Nenezinho foi o segundo bebê da Mãezinha

Nenezinho e Chuquinha, o terceiro bebê da Mãezinha.

 Catálogo de 1977

Essa é a primeira bebê da Mãezinha, a Nana Nenê

A segunda bebê foi Nenezinho


A partir da década de 90, as Chuquinhas
surgiram como os bebês das Mãezinhas.


A Brinquedos Estrela lançou a boneca Mãezinha em 1971, sob a licença da marca italiana de brinquedos Sebino. A boneca italiana chamava-se Titti e o bebê Cialdino. Já o bebê da nossa Mãezinha chamava-se Nana Nenê e era licenciado pela empresa Furga. Olha que linda a boneca italiana!!





A Estrela criou essa frase e eu a escolhi para dar nome 
a essa postagem. Como as mães, essa boneca é única!!

Na próxima postagem trarei novamente a Mãezinha, ou melhor, as Mãezinhas, de um colecionador apaixonado por elas. 

Abraço fraterno.
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SOU DA GERAÇÃO AMAR É...

Oi!! Tudo bem ?


Hoje trago uma história de amor aqui para o bloguinho. E quem já se entendia por gente nas décadas de 70, 80 e 90, vai pensar: ah, já conheço!! E é claro que conhece, porque estou falando de uma super moda dessa época e que  virou uma franquia de sucesso mundial. Olha só!!



Tudo começou ainda na década de 60, quando a ilustradora neozelandesa Kim Grove resolveu desenhar cartões apaixonados que dava para o seu namorado italiano Roberto Casali. Nesses cartões ela representava o casal de forma estilizada, quase infantil, sempre peladinhos, mas sem conotação sexual, e acrescentava o famoso Love Is... e o complemento da frase. O casalzinho não tinha nome, mas era obvio que representavam Kim e Roberto.


Rapidinho os desenhos conquistaram fãs, fazendo com que a primeirinha tirinha fosse publicada em 5 de janeiro de 1970, no Los Angeles Times, coincidindo com o lançamento do filme Love Story, onde a protagonista dizia a frase "Amar é jamais ter que pedir perdão". As tiras de Kim "estouraram" no mundo inteiro. Em pouco tempo, o casalzinho já rendia para a criadora e seu marido, vários milhões de libras com o licenciamento de álbuns de figurinhas, cards, camisetas, pôster e muitos outros produtos. Abaixo, a primeira tirinha publicada.

"Amar é... você se fazer de fantoche com uma corda!"
❤   ❤   ❤   ❤   ❤   ❤
"Amar é... ser a garota que te aquece!"


Infelizmente, a história de amor deles não teve um final feliz. Em 1975, Roberto Casali foi diagnosticado com câncer de próstata e Kim não desenhou mais Amar é..., passando o trabalho para o inglês Bill Asprey. Em março de 1976, Roberto morreu. Nessa época, eles já tinham dois filhos e queriam mais um. Com a doença, decidiram congelar o sêmen de Roberto e após sua morte, em 1976, Kim resolveu ter mais uma criança. Essa decisão rendeu muitos protestos das mídias e das entidades religiosas, que não concordavam com a inseminação artificial.  


Em 1997, Kim faleceu vítima de câncer de fígado e ossos. Stéfano Casali, filho do casal, deu continuidade ao trabalho da mãe, com as tirinhas desenhadas pelo ilustrador Bill Asprey


No Brasil, algumas editoras lançaram vários álbuns de figurinhas Amar é...

❤ ANO 1979 ❤
❤ ANO 1982 ❤
❤ ANO 1991 ❤
❤ ANO 1993 ❤
❤ ANO 1996 ❤
❤ ANO 2005 ❤
❤ ANO 2007 ❤
❤ ANO 2009 ❤
❤ ANO 2015 ❤

❤❤❤ MEU ÁLBUM AMAR É... Ano 2007 ❤❤❤

❤❤❤ Caixinha com 50 mini cartões ❤❤❤

❤❤❤ MINHAS FIGURINHAS AVULSAS AMAR É... ❤❤❤
❤❤❤ Tão antiguinhas!!! ❤❤❤
❤❤❤ Amar é... guardar lembranças ❤❤❤
❤❤❤ Amar é... compartilhar seus tesouros ❤❤❤
❤❤❤ Amar é... sempre perdoar ❤❤❤
 ❤❤❤ Amar é... esquecer do mundo em seus braços ❤❤❤
 ❤❤❤ Amar é... colar um no outro ❤❤❤


Espero que essa postagem tenha te trazido boas recordações!! ❤ 

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Abraço fraterno.