1 de agosto de 2012

RESULTADO DO SORTEIO




Oi, gente!
Acabei de fazer o sorteio, a moda antiga.
Foram 8 participantes e a sorteada foi

Sue Ellen Nascioli

Parabéns, Sue!!!
Logo enviarei seu exemplar.

Abraços a todos e muito obrigada pela participação.

26 de julho de 2012

A ARTE DE SER AVÓ


Netos são como heranças, você os ganha sem merecer.
Sem ter feito nada para isso,
de repente lhe caem do céu...
É como dizem os ingleses, um Ato de Deus.
Sem se passarem as penas do amor,
sem os compromissos do matrimônio,
sem as dores da maternidade trata-se de um filho apenas suposto.
O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho,
mais filho que filho mesmo...
Cinqüenta anos, cinqüenta e cinco...
Você sente, obscuramente, nos seus ossos,
que o tempo passou mais depressa do que esperava.
Não lhe incomoda envelhecer, é claro.
A velhice tem suas alegrias, as suas compensações:
todos dizem isso, embora você, pessoalmente,
ainda não as tenha descoberto, mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentia seus ossos,
às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.
Não de amores com suas paixões: a doçura da meia-idade
não lhe exige essa efervescência.
A saudade é de alguma coisa que você tinha
e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.
Bracinhos de criança.
O tumulto da presença infantil ao seu redor.
Meu Deus, para onde foram as suas crianças?
Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos,
que tem sogro e sogra, conjugue emprego,
apartamento e prestações, você não encontra de
modo algum as suas crianças perdidas.
São homens e mulheres adultos; não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta
nenhuma das agonias da gestação ou do parto,
o doutor lhe coloca nos braços um bebê.
Completamente grátis, nisso é que está a maravilha.
Sem dores, sem choros, aquela criancinha da qual
você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida.
Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho,
é um filho seu que lhe é devolvido.
E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito
de o amar com extravagância.
Ao contrário, causaria espanto, decepção se você
não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado
que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos
para nos compensar de todas as perdas trazidas pela velhice.
São amores novos, profundos e felizes, que
vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico,
deixados pelos arroubos juvenis.
É quando vai embalar o menino e ele, tonto de sono abre o olho e diz:
Vó, seu coração estala de felicidade, como pão no forno!

(Raquel de Queiroz)

21 de julho de 2012

DESAFIO LUZ DO SOL


Oi, gente!!!

Estou participando de um desafio lá no Smash Mania.

Será que vocês poderiam votar na minha página de scrapbook ???

É só clicar nesse link e votar na enquete do lado direito, logo em cima, no blog.

Eu sou a 4ª participante e esta é a minha página:



De pertinho




Obrigada  e  beijos  em  todos !!!


10 de junho de 2012

COISAS IMPORTANTES



A mãe de Felipe fazia tudo.
Ela pintava casas durante o dia e lia romances à noite.
Preparava o café todas as manhãs e construía pequenas cidades à tarde.
A mãe de Felipe tinha de fazer tudo, porque o pai havia saído da vida deles.
Um dia, a mãe de Felipe começou a encher uma caixa com algumas coisas que tinham pertencido ao pai. Coisas pequenas. Coisas sem importância.
Uma caneca quebrada.
Um velho par de chinelos.
Uma partitura de piano.
E um chapéu verde esfarrapado. Ninguém jamais o usaria de novo.
Os dois carregaram a caixa até a cidade e deixaram todas aquelas coisas sem importância em uma loja de objetos usados.
- Talvez alguém ainda possa usar algumas dessas coisas - disse a mãe de Felipe. - Nós não precisamos mais delas.
Mas, alguns dias depois, aconteceu uma coisa esquisita.
- Que estranho... - disse a mãe de Felipe. - Pensei que tivesse jogado essa caneca fora.
No fim da semana, os chinelos velhos tinham voltado para o corredor.
- Ué... - exclamou a mãe de Felipe. - Não colocamos isso na caixa ?
Quando a partitura para piano reapareceu, ela ficou confusa.
A mãe e o filho voltaram à loja de objetos usados e contaram ao dono tudo sobre a caneca, o par de chinelos e a partitura para piano. Ele não comentou nada.
Naquela noite, a mãe de Felipe não conseguiu dormir.
Então, ela desceu a escada na ponta dos pés, abriu um livro e estendeu a mão para acender a luz.
Felipe congelou.
A mãe sufocou um grito.
Nenhum dos dois sabia o que dizer.
Finalmente, a mãe de Felipe conseguiu falar.
- Foi você quem trouxe o chapéu de volta ?
Felipe fez que sim com a cabeça.
- E a caneca ? Os chinelos ? A partitura ?
- O dono da loja de objetos usados deixou que eu ficasse com eles - contou o garoto.
- Mas por quê ?
- Eu estava tentando me lembrar - respondeu Felipe.
A mãe abaixou a cabeça.
- E eu estava tentando me esquecer - sussurrou.
Na manhã seguinte, os dois foram à loja de objetos usados buscar o resto das coisas que tinham pertencido ao pai de Felipe e arrumaram a casa de modo que encontrassem um lugar para cada uma delas.
Coisas pequenas.
Coisas importantes.

Autor  e ilustrador

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Oi, gente!!!

Estava esperando receber esse  livro para colocar aqui a linda história que vocês acabaram de ler.
Gostaram ?
Para quem gostou ... surpresa! 
Vou sortear um exemplar para uma das pessoas que seguir as regrinhas abaixo:
  1. Morar no Brasil
  2. Colocar nome e e-mail nesta postagem;
  3. Colocar o nome do neto aqui (ou filho, ou sobrinho, ou afilhado, ou ...)  para quem você vai ler essa história.

Data do sorteio:  31/07/2012
Colocarei o nome do(a) vencedor(a) aqui no blog no dia seguinte e avisarei por e-mail. Caso a pessoa não dê o ar da graça até 04/08, farei novo sorteio com a data a definir, ok?


Esse sorteio é em homenagem ao meu neto
Uma criança que veio ao mundo sem imaginar
A quantidade de histórias que ele vai ter que ouvir a vovó contar.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk





31 de maio de 2012

DANILO


Oi, gente!!!

Vejam que belezura!!!


Esse é Danilo, o motivo da criação desse blog.
É o meu 1º neto e já chegou conquistando corações.
Ele é um amor, muito bonzinho e comilão.
A partir de agora meu mundo vai se encher de azul, carrinhos, bolas e tudo que um menino homem  traz para a vida da gente.
Não, eu não sabia o que era isso, só tive meninas.
Então vocês devem imaginar como estou, né ?
Basta olhar para minha cara  kkkkkkkkkkkkk

Muitos beijos.





29 de abril de 2012

PRIMEIROS BORDADOS

Oi, gente!
Vejam as toalhinhas que bordei em ponto cruz para Danilo.
É a 1ª vez que bordo alguma peça, tinha que ser para ele.


Avesso perfeito
hehehe



18 de abril de 2012

LEMBRANCINHA DO CHÁ DE BEBÊ

Oi, gente!

Fiz as lembrancinhas do chá de bebê de Danilo de scrapbook.
Simples e bonita. "Pesquei" a ideia no blog da Luciana Murta, uma scrapper super talentosa.
Agradou a todos.




8 de abril de 2012

PARA SER UMA GRANDE AVÓ!!!


Recebi hoje da amiga Rosilene Rodrigues


Amiga qdo li esse poema lembrei de vc.... bjus

PARA SER UMA GRANDE AVÓ!!!
(Iracema Zanetti)

Ahhh... ser avó...
relembrar dias passados,
ao tomarmos em nossos braços
os filhos do nosso amor!

Lembrar da fragilidade de seus corpinhos,
da luz divina que deles emanavam
refletindo suas chamas
em nosso emocionado coração...

Lembrar desse serzinho tomando conta
da nossa vida, dando-nos força, para cumprirmos
a tarefa mais difícil, a árdua missão que só às mulheres
foi legada, a dura arte de ser apenas mãe!

Passado o tempo, os filhos vão casando
e um dia somos apanhados de surpresa
ao receber a notícia da chegada
de nosso mais novo Bebê chegando ao mundo!

Vindo através de nossos filhos,
o mesmo ser que carregamos em nosso ventre,
ao longo dos nove meses de espera
até o dia de nos regalarmos ao conhecer seu rostinho!

Ao ver a cor dos olhos,
não nos importando se
verdes, azuis, castanhos ou pretos,
se menino ou menina.

Eis que surge novamente
uma pequenina forma de gente,
pedacinho de nossa carne,
gotas de nosso sangue, essência de nosso amor!

Ahhh... amiga...
que pela primeira vez vai tornar-se vovó...
Sentir a caricia desse sonho penetrar-lhe as entranhas,
fazendo dele hóspede vitalício em seu enorme coração!

Eu te abençôo pela feliz ventura que te espera!
Seja do teu neto, ou neta a maior amiga,
a melhor companheira, a grande cúmplice
de seus segredos, a moleca de seus folguedos.

Ria, conte história e fábulas engraçadas,
Role com teus netos na areia da praia,
ou na grama corra na chuva com eles,
mostra-lhes o céu, o sol a lua e todas as estrelas!

Não importa se dores te magoarem,
mostre-se feliz e sonhadora!
Ria vitoriosa ao lado deles...
Seja sempre a vencedora!






31 de março de 2012

DANILO



Oi, gente!

Vim apresentar para vocês meu 1º neto: Danilo!!!
Ele aí estava com 4 meses. Agora está com 7!!!
Continua mexendo muito e encantando a mami dele (minha filha mais velha) Larissa.

23 de março de 2012

ERA UMA VEZ...


   um menino chamado Guilherme Augusto Araújo Fernandes e ele nem era tão velho assim.
   Sua casa era ao lado de um asilo de velhos e ele conhecia todo mundo que vivia lá.
   Ele gostava da Srª Silvano que tocava piano.
   Ele ouvia as histórias arrepiantes que lhe contava o Srº Cervantes.
   Ele brincava com o Srº Valdemar que adorava remar.
   Ajudava a Srª Mandala que andava com uma bengala.
   E admirava o Srº Possante que tinha voz de gigante.
  Mas a pessoa de quem ele mais gostava era a Srª Antônia Maria Diniz Cordeiro, porque ela também tinha quatro nomes, como ele.
   Ele a chamava de Dona Antônia e contava-lhe todos os seus segredos.
   Um dia, Guilherme Augusto escutou sua mãe e seu pai conversando sobre Dona Antônia.
   - Coitada da velha - disse sua mãe.
   - Por que ela é coitada ? - perguntou Guilherme Augusto.
   - Porque ela perdeu a memória - respondeu seu pai.
   - Também não é para menos - disse sua mãe. - Afinal, ela já tem noventa e seis anos.
   - O que é uma memória ? - perguntou Guilherme Augusto.
   Ele vivia fazendo perguntas.
   - É algo de que você se lembre - respondeu o pai.
  Mas Guilherme Augusto queria saber mais; então, ele procurou a Srª Silvano que tocava piano.
   - O que é uma memória ? - perguntou.
   - Algo quente, meu filho, algo quente.
   Ele procurou o Srº Cervantes que lhe contava histórias arrepiantes.
   - O que é uma memória ? - perguntou.
   - Algo bem antigo, meu caro, algo bem antigo.
   Ele procurou o Srº Valdemar que adorava remar.
   - O que é uma memória ? - perguntou.
   - Algo que o faz chorar, meu menino, algo que o faz chorar.
   Ele procurou a Srª Mandala que andava com uma bengala.
   - O que é uma memória ? - perguntou.
   - Algo que o faz rir, meu querido, algo que o faz rir.
   Ele procurou o Srº Possante que tinha voz de gigante.
   - O que é uma memória ? - perguntou.
   - Algo que vale ouro, meu jovem, algo que vale ouro.
  Então Guilherme Augusto voltou para casa, para procurar memórias para Dona Antônia, já que ela havia perdido as suas.
  Ele procurou uma antiga caixa de sapato cheia de conchas, guardadas há muito tempo, e colocou-as com cuidado numa cesta.
  Ele achou a marionete, que sempre fizera todo mundo rir, e colocou-a na cesta também.
  Ele lembrou-se, com tristeza, da medalha que seu avô lhe tinha dado e colocou-a delicadamente ao lado das conchas.
   Depois achou sua bola de futebol, que para ele valia ouro; por fim, entrou no galinheiro e pegou um ovo fresquinho, ainda quente, debaixo da galinha.
    Aí, Guilherme Augusto foi visitar Dona Antônia e deu a ela, uma por uma, cada coisa da sua cesta.
   "Que criança adorável que me traz essas coisas maravilhosas", pensou Dona Antônia.
   E então ela começou a se lembrar.
   Ela segurou o ovo ainda quente e contou a Guilherme Augusto sobre um ovinho azul, todo pintado, que havia encontrado uma vez, dentro de um ninho, no jardim da casa da sua tia.
   Ela encostou uma das conchas no ouvido e lembrou da vez que tinha ido à praia de bonde, há muito tempo, e como sentira calor com suas botas de amarrar.
   Ela pegou a medalha e lembrou, com tristeza, de seu irmão mais velho, que havia ido para a guerra e que nunca voltou.
   Ela sorriu para a marionete e lembrou da vez em que mostrara uma para sua irmãzinha, que rira às gargalhadas, com a boca cheia de mingau.
   Ela jogou a bola de futebol para Guilherme Augusto e lembrou do dia em que se conheceram e de todos os segredos que haviam compartilhado.
   E os dois sorriram e sorriram, pois toda a memória perdida de Dona Antônia tinha sido encontrada, por um menino que nem era tão velho assim.

Guilherme Augusto Araújo Fernandes
(  Men Fox, escritora australiana - Brinque-Box, 1995 )